Lula mantém liderança com 41% contra 31% de Flávio

Datafolha revela cenário eleitoral de primeiro turno
A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (20) pelo portal da Folha de S.Paulo, apresenta um panorama detalhado da disputa presidencial. O presidente Lula (PT) segue na liderança com 41% das intenções de voto no primeiro turno, mantendo uma distância de dez pontos percentuais sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 31%. A pesquisa Datafolha é um dos instrumentos mais utilizados para acompanhar o comportamento eleitoral dos brasileiros.
Comparando com o levantamento anterior realizado em 22 de maio, Lula registrou um leve crescimento, passando de 40% para 41%. Flávio Bolsonaro permanece na mesma posição com 31%, consolidando-se como principal concorrente do presidente neste cenário.
Demais candidatos e distribuição de votos
Após os dois principais nomes, a pesquisa Datafolha identifica outros candidatos com menor penetração eleitoral. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o empresário Renan Santos (Missão) aparecem empatados com 3% cada um.
Seguindo na sequência, encontram-se Aécio Neves (PSDB), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), todos com 2% de intenção de voto. Samara Martins (UP) também registra 2%. Com 1% cada aparecem Cabo Daciolo (Mobiliza) e Joaquim Barbosa (DC). Rui Costa Pimenta (PCO) não obteve pontuação, assim como Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB).
Os brancos e nulos somam 7% das respostas, enquanto 4% dos entrevistados informaram não saber em quem votariam.
Metodologia e confiabilidade da pesquisa
A pesquisa Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 17 e 19 de junho, conforme informações prestadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o número BR-09956/2026.
Segundo turno: Lula com 47% e Flávio com 43%
No cenário de segundo turno, a pesquisa Datafolha aponta para um resultado mais competitivo entre os dois principais candidatos. Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro marca 43%. Este cenário permanece inalterado em relação ao levantamento anterior de 22 de maio, sugerindo uma consolidação das posições nesta etapa hipotética da disputa.
Índices de rejeição revelam dados importantes
Além das intenções de voto, a pesquisa Datafolha também avaliou os índices de rejeição dos candidatos. Os resultados mostram que Flávio Bolsonaro lidera em rejeição, com 48% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. O presidente Lula aparece logo atrás, com 46% de rejeição, demonstrando uma situação tecnicamente empatada.
Aécio Neves é o terceiro mais rejeitado, com 23% de rejeição. Romeu Zema (Novo) registra 17%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Cabo Daciolo (Mobiliza) aparecem com 14% cada. Renan Santos e Rui Costa Pimenta figuram com 12% de rejeição.
Demais candidatos e rejeição
Joaquim Barbosa (DC) registra 11% de rejeição, seguido por Samara Martins (UP) com 10%. Augusto Cury (Avante) marca 9%, enquanto Edmilson Costa (PCB) aparece com 8%. Hertz Dias (PSTU) é o menos rejeitado com 7%.
A pesquisa também identificou que apenas 2% dos entrevistados afirmaram que votariam em qualquer um dos candidatos, não rejeitando nenhum. Por outro lado, 1% rejeita todos os pré-candidatos e não votaria em nenhum. Ainda há 3% que não sabem responder sobre rejeição.
Análise do cenário político atual
Os dados da pesquisa Datafolha refletem o momento político brasileiro, onde a disputa presidencial segue em processo de formação. A liderança consistente de Lula no primeiro turno, somada à sua vantagem no segundo turno, sugere uma posição confortável do presidente na corrida eleitoral. No entanto, os altos índices de rejeição de ambos os principais candidatos indicam um eleitorado dividido e com possibilidades de mudanças conforme a campanha avança.
A pesquisa Datafolha continua sendo referência para compreender as tendências e preferências dos eleitores brasileiros, fornecendo subsídios importantes para análise do cenário político e das estratégias dos candidatos.
