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Petroleiros do Norte Fluminense suspendem greve após 16 dias

Petroleiros do Norte Fluminense suspendem greve após 16 dias

No último dia 30 de outubro, os petroleiros do Norte Fluminense decidiram encerrar a greve que durou 16 dias e aceitar a contraproposta da Petrobras referente ao Acordo Coletivo de Trabalho. A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), maior entidade representativa da categoria no país. A assembleia também definiu a manutenção do estado de assembleia permanente e do estado de greve, com o intuito de garantir que a Petrobras cumpra os compromissos assumidos com o sindicato. Além disso, foi aprovado o desconto de 1% do salário líquido como contribuição assistencial ao sindicato, que será dividido em três parcelas. De acordo com Sérgio Borges, coordenador-geral do Sindipetro-NF e diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a aprovação da contraproposta da Petrobras e o fim da greve, com a manutenção dos estados de greve e de assembleia permanente, foi a melhor decisão no momento. "Apresentamos o indicativo, votamos e a decisão da assembleia é soberana. Essa greve mostrou, mais uma vez, que a luta organizada traz resultados concretos", afirmou Borges. De fato, a mobilização dos petroleiros foi fundamental para alcançar avanços importantes no Acordo Coletivo de Trabalho e garantir compromissos da empresa com demandas históricas do Norte Fluminense. Entre as principais conquistas, estão o avanço na cláusula da folga suprimida, a garantia de que não haverá punições, transferências ou mudanças de regime para os grevistas e a neutralização dos dias de greve. Além disso, a Petrobras também se comprometeu a pagar o dia de desembarque como hora extra, criar o Auxílio Mercado e complementar o Auxílio Deslocamento. Para Borges, mesmo com pontos ainda em aberto, a categoria sai dessa campanha mais forte e unida, graças à mobilização dos petroleiros. Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, destaca que a maior conquista da greve foi quebrar a blindagem da gestão da Petrobras e mostrar a capacidade de mobilização e negociação da FUP. "Conseguimos avanços significativos em nossas reivindicações, como o fim dos PEDs (Planos de Equacionamento de Déficit) assassinos, o Acordo Coletivo de Trabalho e a pauta pelo Brasil Soberano", afirmou. Os PEDs são responsáveis por equilibrar o déficit atuarial do plano de previdência complementar da Fundação Petrobras (Petros), fundo de pensão da estatal. Com a mobilização dos petroleiros, isso pode ser revisto em negociações futuras. Até o momento, 12 sindicatos já aprovaram a proposta da Petrobras e encerraram a greve em suas bases. A empresa informou, por meio de nota, que o abastecimento ao mercado continua garantido e que as paralisações não tiveram impacto na produção. As equipes de contingência foram mobilizadas apenas onde foi necessário. No entanto, alguns sindicatos ainda não aprovaram o acordo e a Petrobras entrou com uma ação judicial (dissídio coletivo de greve) no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para mediar a situação. Em decisão liminar, o TST determinou que 80% dos trabalhadores de cada unidade da Petrobras permaneçam em atividade e proibiu a obstrução de acesso a áreas operacionais, portos e aero

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