Sandra Sá participa em faixa do novo álbum

Sandra Sá marca presença no novo projeto do Black Pantera
O trabalho colaborativo entre Sandra Sá e o Black Pantera ganha destaque com a inclusão de Sandra Sá em 'Quanto canto', uma das faixas principais do quinto álbum de estúdio intitulado 'Continental'. A produção chega às plataformas digitais em 21 de agosto, trazendo a participação especial da reconhecida artista carioca que marcou gerações no cenário funk e soul brasileiro.
Sandra Sá, projetada ao sucesso em 1980 como referência feminina do funk e soul nacional, integra-se a este projeto inovador ao lado dos três integrantes mineiros do grupo de thrash metal e hardcore punk. A presença de Sandra Sá no projeto reflete a amplitude criativa do Black Pantera e sua disposição em dialogar com diferentes gerações de músicos brasileiros.
Detalhes da colaboração entre artistas
A música que reúne Sandra Sá com o trio foi composta especialmente para este álbum inédito. Durante o processo de criação, os integrantes do Black Pantera identificaram a necessidade de uma participação vocal única para a composição 'Quanto canto'. Chaene da Gama, responsável pelo baixo e vocais, relata que a escolha por Sandra Sá surgiu naturalmente durante a produção.
"Quando gravamos a música, sentimos que caberia uma voz, uma voz ancestral, uma voz poderosa. Aí pensamos em Sandra, ela ouviu a música e topou na hora. É uma honra imensa ter uma artista do calibre de Sandra Sá no álbum do Black Pantera", comenta Chaene da Gama sobre a parceria com a intérprete carioca.
Sandra Sá, cuja carreira se desenvolveu numa linhagem que inclui nomes como Cassiano (1943-2021), Tim Maia (1942-1998) e Tony Tornado, consolidou-se como uma voz icônica entre os anos 1960 e 1970. Sua participação no novo trabalho do Black Pantera representa um encontro entre gerações e estilos musicais distintos, criando uma dinâmica singular no projeto.
A produção de 'Continental' e seu contexto
O processo de gravação do álbum 'Continental' ocorreu em janeiro de 2026, realizado no conceituado estúdio Tambor, localizado no Rio de Janeiro. O Black Pantera, formado por Chaene da Gama (baixo e voz), Charles Gama (voz e guitarra) e Rodrigo Pancho (bateria e percussão), reuniu composições originais que exploram questões ancestrais e espiritualidade.
O material resulta das vivências e reflexões dos membros do grupo, traduzindo-se em composições que extrapolam o potencial meramente instrumental da banda. A inclusão de Sandra Sá neste contexto amplia o alcance temático do disco, agregando uma dimensão vocal sofisticada ao trabalho.
Singles e material divulgado
Anterior ao lançamento completo de 'Continental', o Black Pantera já compartilhou duas composições do álbum. 'Start the game' foi lançada em 13 de julho como primeiro single, apresentando ao público a direção musical do projeto. A segunda composição em destaque é 'Hórus', liberada em rotação desde 31 de julho.
A faixa 'Hórus' estabelece diálogos com a simbologia egípcia, fazendo referência ao Olho de Hórus, representação associada ao espelho da alma e à proteção contra influências negativas. Os versos da composição refletem esta temática ancestral, mencionando proteção espiritual e questões relacionadas à karma e à fé: "Todos os passos, todos os atos / O peso dos meus erros é multiplicado / Dia após dia / Sonhando com a minha queda / Zica, sai pra lá / Quem me guarda nunca erra / Em nome do Pai / Do Filho e do Preto Santo / Amém, Axé".
Participações especiais na gravação
Além de Sandra Sá, o álbum conta com a participação de Rodrigo Tavares na gravação de 'Hórus', onde contribui com Hammond e teclados. Esta colaboração adiciona texturas sonoras diferenciadas ao trabalho, complementando a base instrumental do trio original do Black Pantera.
O repertório final de 'Continental' consolida-se como um projeto ambicioso que mistura a força bruta do thrash metal e hardcore punk com elementos vocais refinados e significado espiritual profundo. A presença de artistas como Sandra Sá e músicos convidados reforça o caráter colaborativo do disco, transformando-o numa produção que transcende as fronteiras do grupo original.
