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Trump admite falha em reforma de R$ 74,7 mi do espelho d'água

Trump admite falha em reforma de R$ 74,7 mi do espelho d'água
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Governo Trump reconhece falha em reforma do espelho d'água

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu publicamente pela primeira vez que os problemas detectados na reforma do espelho d'água do Memorial Lincoln, localizado em Washington, foram ocasionados por falhas operacionais da empreiteira responsável pela execução dos trabalhos. A confissão foi formalizada através de um documento oficial enviado ao Departamento de Justiça, divulgado nesta sexta-feira (31).

Na petição encaminhada à Justiça americana, a administração federal solicita o arquivamento de acusações contra um ex-atleta olímpico que tinha sido denunciado por vandalismo no local. O texto justifica que os danos identificados foram, na realidade, consequência direta de erros cometidos durante a execução da reforma do espelho d'água.

Investimento milionário sem licitação

O projeto de restauração do espelho d'água do Lincoln Memorial representou um investimento de US$ 14,7 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 74,7 milhões na cotação atual. A contratação foi realizada sem processo licitatório e integrava os preparativos para as comemorações do bicentenário de 250 anos da independência dos Estados Unidos.

O objetivo principal da obra era eliminar o tom esverdeado persistente causado pela proliferação de algas no espelho d'água e aplicar uma nova camada de pintura azul no fundo da estrutura. A Atlantic Industrial Coatings foi a empresa selecionada para executar os serviços de reforma.

Descascamento da tinta após conclusão

No dia 6 de junho, o presidente Trump anunciou oficialmente a conclusão dos trabalhos de restauração do espelho d'água do Lincoln Memorial. Entretanto, poucos dias após essa declaração, começaram a surgir problemas visíveis na superfície pintada. A tinta aplicada no fundo do espelho d'água iniciou um processo de descascamento, e a água novamente apresentou sinais de proliferação de algas.

Inicialmente, tanto o Serviço Nacional de Parques, órgão federal responsável pela administração e manutenção do local, quanto a Atlantic Industrial Coatings, empresa contratada para executar a reforma, não forneceram explicações oficiais ou públicas sobre as causas dos problemas identificados no espelho d'água.

Repercussão política e protestos

A falha na reforma do espelho d'água gerou uma disputa política considerável, com críticos e opositores do governo questionando os gastos elevados do projeto e criticando a contratação realizada sem licitação pública. A região do Memorial Lincoln se tornou palco de protestos, com grupos demonstrando descontentamento com a situação.

Durante este período conturbado, o presidente Trump manteve sua defesa da reforma, argumentando que a iniciativa era necessária e adequada. Além disso, ordenou que a segurança no local fosse significativamente reforçada para prevenir novos incidentes.

Prisões e conclusões do processo

Como resultado das investigações sobre danos ao espelho d'água, seis pessoas foram detidas e enfrentaram acusações de vandalismo no local. No entanto, com o reconhecimento formal do governo sobre as falhas da empreiteira na execução da reforma, essas acusações estão sendo desconsideradas pelas autoridades de justiça.

A admissão de culpa pela empresa contratada marca um ponto de virada no caso do espelho d'água do Lincoln Memorial. O documento do Departamento de Justiça representa o primeiro reconhecimento oficial de que os danos não foram causados por atos externos ou vandalismo, mas por deficiências técnicas na execução da reforma de US$ 14,7 milhões.

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