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Exército nega posse de duas armas de Bolsonaro

Exército nega posse de duas armas de Bolsonaro
Fonte: g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/06/exercito-nega-estar-com-duas-de-oito-armas-de-bolsonaro-restante-do-arsenal-foi-entregue-a-pf.ghtml

Exército nega estar com duas das oito armas de Bolsonaro

O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as armas de Bolsonaro que se encontravam sob sua responsabilidade foram integralmente transferidas para a Polícia Federal. Contudo, o comando esclareceu que duas das oito armas de Bolsonaro mencionadas pela defesa do ex-presidente não estão em poder do Exército.

Situação das armas sob custódia militar

Segundo o Comandante do Batalhão de Polícia do Exército, as duas armas que não se encontram armazenadas na instituição são a Pistola Glock calibre 9x19 e a Espingarda Maestro Arms Company. Uma dessas armas apresenta número de série idêntico ao de uma arma do ex-presidente que foi apreendida durante operação da Polícia Militar em Brasília, quando um militar do Exército responsável pela segurança de Bolsonaro foi abordado em blitz.

Localização da espingarda no Rio Grande do Sul

A defesa do ex-presidente informou que a Espingarda Maestro Arms Company se encontra em uma empresa importadora de artigos bélicos localizada no Rio Grande do Sul. Conforme os advogados de Bolsonaro, o armamento teria sido presenteado ao ex-presidente, porém nunca foi retirado das dependências da empresa importadora, justificando sua permanência no local até o presente momento.

Decisão do Ministro Alexandre de Moraes

Na manhã de segunda-feira (6), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a entrega à Polícia Federal de 8 armas de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro que se encontravam, conforme informação da defesa, com o Exército. A ordem foi emitida após os advogados de Bolsonaro comunicarem, na sexta-feira anterior (3), que essas armas estavam armazenadas no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília.

Histórico de entrega de armamentos

Na mesma sexta-feira em que manteve o ex-presidente em regime de prisão domiciliar, o ministro do STF determinou a entrega de 10 armas vinculadas a Bolsonaro. Diante dessa decisão, a defesa do ex-presidente esclareceu que, das 10 armas, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em abril de 2023, após ordem do Tribunal de Contas da União (TCU). As outras oito, segundo os advogados, estavam com o Batalhão de Polícia do Exército.

Lista completa de armamentos de Bolsonaro

Conforme a decisão de Moraes, pelo menos 10 armas estão vinculadas ao ex-presidente. As oito que a defesa afirmava estar armazenadas no Batalhão de Polícia do Exército são: Pistola Forjas Taurus calibre .380 Automatic (uso permitido), Pistola Forjas Taurus calibre .40 Smith & Wesson (uso restrito), Pistola Glock calibre 9x19 COLOmm Parabellum (uso restrito), Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62x51 mm (uso restrito), Espingarda Typhoon calibre 12 GA (uso restrito), Pistola Arex calibre 9x19 mm Parabellum (uso restrito), Pistola SIG-Sauer calibre 9x19 mm Parabellum (uso restrito) e Espingarda Maestro Arms Company (uso permitido).

Armas já transferidas para a Polícia Federal

As outras duas armas, conforme informação da defesa, já se encontravam com a Polícia Federal. São elas: Carabina/Fuzil Caracal calibre 5,56x45 mm e Pistola Caracal calibre 9x19 mm Parabellum.

Apreensão de arma em operação policial

No mês anterior, Estácio Leite da Silva Filho, militar do Exército que integra a equipe de segurança do ex-presidente, foi abordado em blitz da Polícia Militar em Taguatinga, Distrito Federal, portando uma arma do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações da corporação, o militar não possuía autorização do proprietário para transitar com a arma e descumpria as exigências legais estabelecidas.

Reconhecimento da defesa sobre a arma apreendida

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro reconheceu que o político solicitou auxílio a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para reparar uma arma de fogo registrada em seu nome. No documento encaminhado ao STF, os advogados afirmam que a própria equipe de segurança de Bolsonaro havia deixado a arma de fogo inoperante como medida preventiva. Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, com agravante de ser sargento do Exército.

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