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Sánchez lidera protestos no Peru enquanto Fujimori mantém vantagem

Sánchez lidera protestos no Peru enquanto Fujimori mantém vantagem
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/20/eleicoes-peru-roberto-sanchez-protesto.ghtml

Manifestação de Sánchez exige transparência eleitoral no Peru

As eleições no Peru atingem seu momento crítico com o candidato de esquerda Roberto Sánchez liderando uma grande mobilização popular na capital. Com 99,64% das urnas já apuradas, a competição presidencial permanece acirrada, enquanto os apoiadores de Sánchez saem às ruas para exigir justiça eleitoral e total transparência no processo de contagem dos votos.

Na noite de sexta-feira (19), as ruas de Lima foram tomadas por simpatizantes do candidato de esquerda, que protestam contra o que alegam ser irregularidades no processo eleitoral. Sánchez, que disputa o segundo turno das eleições presidenciais do Peru, discursou para a multidão utilizando megafone e reafirmou seu compromisso com a democracia e a integridade do pleito.

Acusações de irregularidades e ações judiciais

O partido Juntos por el Peru, que apoia Sánchez, protocolou uma série de ações judiciais junto à Justiça eleitoral peruana. As contestações focam na alegada anulação dos votos originários de Lima e do exterior, argumentando que houve padrões de votação que beneficiaram a candidata conservadora Keiko Fujimori e modificações nas regras que prejudicaram os sufrágios vindos do estrangeiro.

Durante seu discurso para os apoiadores, Sánchez criticou duramente as restrições impostas ao direito de protesto. "Eles nos negam o direito de protestar e alegam que esta manifestação é ilegal por meio de um documento. Sequer permitem a expressão democrática de pessoas que desejam se manifestar e exigir justiça eleitoral, o devido processo legal e transparência. Claramente, isso não é um padrão democrático", afirmou o candidato, complementando que "apesar de tudo isso, nosso povo está aqui".

Cenário atual da apuração nas eleições no Peru

Conforme dados divulgados pelo Escritório Nacional de Eleições (ONPE) do Peru, Fujimori mantém pequena vantagem numérica com 50,113% dos votos contra 49,887% de Sánchez. A diferença representa apenas 41.474 votos, mantendo a disputa em aberto enquanto a contagem segue seu ritmo lento desde 7 de junho.

O júri eleitoral peruano ainda necessita analisar aproximadamente 87 mil votos contestados até a conclusão definitiva do processo. Este quadro de incerteza tem mantido o Peru em suspense, com observadores internacionais acompanhando atentamente cada etapa da apuração.

Desempenho diferenciado nas eleições no Peru por região

Uma análise mais detalhada dos números revela dinâmicas distintas entre voto doméstico e estrangeiro. Keiko Fujimori obtém enorme vantagem entre cidadãos peruanos residindo no exterior, conquistando 63,206% destes votos. Em contrapartida, dentro do território nacional, Sánchez apresenta pequena dianteira com 50,110%, conquistando apoio em todas as 16 regiões do país, conforme afirmam seus defensores.

Alicia Mamani, educadora que participou da marcha ao lado de Sánchez, expressou sua perspectiva sobre a competição: "Buscamos a democracia com Roberto Sánchez como presidente do Peru porque ele tem a maioria dos votos em todo o país, em todas as 16 regiões. É um voto limpo que o povo lhe deu, e isso deve ser respeitado. Roberto Sánchez representa a democracia, não a ditadura".

Histórico eleitoral de Fujimori

Esta configura-se como a quarta tentativa de Keiko Fujimori chegar à Presidência da República. Caso vença, ela se tornaria a primeira mulher eleita diretamente para o cargo executivo do Peru. Contudo, seu histórico recente em segundos turnos não é favorável: em 2021, Fujimori foi derrotada pelo candidato de esquerda Pedro Castillo por margem de apenas 44.200 votos, uma das competições presidenciais mais acirradas da história peruana recente.

Posicionamento dos partidos e expectativas futuras

A liderança do partido de Sánchez já declarou publicamente que não respeitará o resultado final das eleições presidenciais caso a sentença lhe seja desfavorável. Esta postura contrasta com a abordagem de Fujimori, que afirmou aguardar calmamente a conclusão oficial da apuração.

Entidades internacionais de observação eleitoral expressaram perspectiva diversa sobre o pleito. Tanto a Organização dos Estados Americanos quanto a União Europeia divulgaram separadamente que o processo de votação transcorreu normalmente, pedindo aos candidatos e à população peruana que aguardassem pacientemente pelo resultado oficial das eleições no Peru.

A situação permanece fluida, com a contagem dos votos contestados continuando em ritmo pausado. O resultado definitivo das eleições no Peru deve ter significativo impacto não apenas para o país andino, mas também para a região como um todo, considerando as diferentes visões políticas e econômicas dos dois candidatos finalistas.

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