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Trump ataca Meloni e prevê saída de Starmer em posts

Trump ataca Meloni e prevê saída de Starmer em posts
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/21/trump-cobra-apoio-de-meloni-contra-o-ira-e-afirma-que-starmer-deixara-o-cargo-em-ataques-nas-redes.ghtml

Novos ataques de Trump nas redes sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua campanha de críticas contra líderes europeus através de publicações nas redes sociais no último domingo. Trump ataca Meloni e o premier britânico em uma série de mensagens que refletem o crescente distanciamento entre Washington e seus aliados europeus tradicionais.

Na plataforma TruthSocial, Trump direcionou suas críticas inicialmente ao primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmando que o líder britânico não conseguiu resolver questões críticas para sua nação. O presidente americano previu a renúncia iminente de Starmer, citando fracassos em duas áreas consideradas fundamentais.

Críticas a Starmer sobre imigração e energia

Trump publicou mensagem onde argumenta que Starmer "fracassou feio" em duas questões muito importantes: imigração e energia. O presidente dos EUA enfatizou a necessidade de exploração de petróleo no Mar do Norte, sugerindo que a falta de ação nessas áreas justifica a saída que prevê do primeiro-ministro britânico do cargo.

A crítica de Trump ao governo britânico reflete preocupações mais amplas do presidente americano com as políticas de imigração adotadas na Europa e o que ele considera como má gestão de recursos energéticos pelos aliados ocidentais.

Questão nuclear do Irã e a posição italiana

Horas após atacar Starmer, Trump direcionou suas críticas para a Itália e sua primeira-ministra, Giorgia Meloni. Trump ataca Meloni ao afirmar que ela e seu governo não cogitaram se envolver no combate à "ameaça nuclear" do Irã. Em sua publicação, o presidente americano questionou o compromisso da Itália com a segurança ocidental.

Trump argumentou que os Estados Unidos investiram trilhões de dólares na OTAN para defender a Europa, mas quando enfrentados pela ameaça iraniana, os aliados europeus não demonstraram disposição para retribuir o apoio. O presidente americano expressou frustração com o que considera uma falta de reciprocidade nas relações de defesa.

Controvérsia anterior entre Trump e Meloni

Os ataques de Trump ocorrem poucos dias após uma controvérsia envolvendo a primeira-ministra italiana. Trump havia declarado a um canal de televisão italiano que Meloni "implorou" para tirar uma fotografia com ele durante a cúpula do G7 na França. O presidente afirmou que a premiê desejava muito a foto e que ele teve pena dela ao aceitar o pedido.

Meloni respondeu fortemente às alegações, descrevendo-as como "completamente inventadas". A premiê italiana expressou surpresa com os comentários de Trump e criticou o comportamento do presidente americano, argumentando que ele demonstra mais deferência aos inimigos do Ocidente do que aos seus antigos aliados.

Resposta da Itália aos ataques

O governo italiano reagiu rapidamente aos ataques de Trump. O chanceler da Itália, Antonio Tajani, anunciou o cancelamento de uma viagem programada aos Estados Unidos para se reunir com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Tajani condenou as palavras do presidente Trump, considerando-as graves e ofensivas não apenas à primeira-ministra, mas à Itália como um todo.

Giovanbattista Fazzolari, subsecretário do gabinete de Meloni, também se pronunciou, criticando os "rompantes inadequados" de Trump. Fazzolari argumentou que o comportamento do presidente americano conseguiu tornar os Estados Unidos impopulares em todo o continente europeu, prejudicando não apenas as relações com a Europa, mas também os próprios interesses americanos.

Histórico de tensões entre Trump e Meloni

O distanciamento entre Trump e Meloni não é recente. Em abril, o presidente americano chamou o Papa Leão XIV de "fraco" por condenar a guerra no Irã. Meloni respondeu rapidamente, defendendo o Pontífice e considerando as palavras de Trump inaceitáveis. Trump, por sua vez, afirmou estar "chocado" com a postura da premiê italiana.

As relações deterioraram-se ainda mais quando os Estados Unidos atacaram o Irã em fevereiro em uma ação conjunta com Israel. A Itália foi surpreendida pela operação e não foi previamente informada, ao contrário de outros aliados europeus como Reino Unido, França, Alemanha e Polônia. O incidente gerou constrangimento político para Meloni e levou o ministro da Defesa italiano a ser resgatado de férias por meio de um jato militar.

Contexto político interno italiano

Analistas observam que Meloni pode estar utilizando as crises com Trump como oportunidade política interna. Pesquisas indicam crescente impopularidade tanto de Trump quanto de sua administração entre eleitores italianos. O afastamento público de Meloni em relação ao presidente americano pode sinalizar aos eleitores italianos um distanciamento de Washington.

A premiê enfrentava desafios políticos domésticos, incluindo uma derrota em referendo sobre reforma judicial apoiado por seu governo. Neste contexto, demonstrar independência em relação aos Estados Unidos pode ser estrategicamente vantajoso para sua posição política nacional.

Perspectivas futuras das relações transatlânticas

Enquanto Meloni e outros líderes europeus se distanciam de Trump, alguns analistas argumentam que as relações entre Estados Unidos e Europa não devem ser irreversivelmente afetadas. Mariangela Zappia, ex-embaixadora da Itália nos Estados Unidos, sugeriu que as tensões pessoais entre Trump e Meloni não necessariamente determinarão a trajetória das relações bilaterais mais amplas.

Zappia afirmou que a Europa continua considerando os Estados Unidos um aliado histórico, mas deseja participar das decisões que afetam sua segurança e interesses estratégicos. Esta perspectiva reflete a frustração europeia com a falta de consulta prévia sobre operações militares como o ataque ao Irã.

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