IA pode reduzir autonomia humana se forem perdidas oportunidades legais agora

Aviso crítico sobre a autonomia humana e o avanço da inteligência artificial
A possibilidade de que a autonomia humana seja comprometida pela inteligência artificial representa uma das preocupações mais urgentes da atualidade, conforme alertou Maria Ressa, laureada com o Prêmio Nobel da Paz. A jornalista acredita que sem legislação adequada, a humanidade poderá perder o controle sobre como a tecnologia molda nossas vidas e comportamentos.
Maria Ressa, profissional filipina-americana reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho sobre o impacto das megacorporações tecnológicas na sociedade, exerce a função de copresidenta do painel científico internacional da Organização das Nações Unidas dedicado à inteligência artificial. Sua atuação tem como foco investigar de que maneira essa tecnologia está transformando a existência das pessoas em diferentes regiões do mundo.
A trajetória de três fases da inteligência artificial
De acordo com Ressa, a inteligência artificial não é verdadeiramente artificial nem inteligente, contrariamente ao que muitos imaginam. A tecnologia existe desde aproximadamente sete décadas e passou por três momentos distintos que chegaram ao conhecimento do grande público.
Primeira fase: captura de atenção através das redes sociais
A etapa inicial foi caracterizada pelo surgimento das plataformas de redes sociais, que conquistaram a atenção dos usuários de maneira estratégica. Nesse período, essas ferramentas intensificaram a polarização de opiniões e colaboraram para o aprofundamento do isolamento social entre as pessoas, criando bolhas de informação cada vez mais fechadas.
Segunda fase: exploração biológica e comportamental
A segunda fase envolveu o que Ressa descreve como um processo de
