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Irmã de Lindsey Graham assume assento no Senado americano

Irmã de Lindsey Graham assume assento no Senado americano
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/13/morre-lindsey-graham-senador-estados-unidos.ghtml

Irmã assume cadeira no Senado americano

Darline Graham Nordone, irmã do senador Lindsey Graham, foi designada pelo governador Henry McMaster para ocupar a cadeira deixada pela morte repentina do senador no Senado dos EUA. A nomeação ocorreu na segunda-feira (13) quando o governador da Carolina do Sul anunciou em coletiva de imprensa que Nordone cumpriria os meses restantes do mandato atual, que se encerrava em janeiro.

Conforme a legislação vigente da Carolina do Sul, em caso de falecimento de um senador, compete ao governador estadual a escolha do suplente, sem obrigatoriedade de pertencer ao mesmo partido político. McMaster, republicano como Graham, optou pela indicação de Nordone, que deverá tomar posse na quarta-feira (15).

Primeira mulher a representar o estado

A designação marca um momento histórico, pois Nordone se tornará a primeira mulher a representar a Carolina do Sul no Senado dos EUA. Ela permanecerá no cargo até 3 de janeiro, quando terminaria o mandato de seu irmão. A escolha reflete a proximidade familiar entre os dois, já que Nordone era a pessoa viva mais próxima de Graham, que nunca foi casado e não tinha filhos. Graham criou sua irmã após a morte dos pais.

Circunstâncias da morte

O senador Lindsey Graham faleceu no sábado (11) aos 71 anos após uma "doença repentina e breve". De acordo com a emissora NBC, o serviço de emergência respondeu a um chamado de parada cardíaca no endereço de Graham em Washington D.C. Contudo, a causa oficial da morte ainda não foi formalmente confirmada pelas autoridades competentes.

A morte ocorreu em contexto de preocupações crescentes sobre a falta de transparência relativamente ao estado de saúde de parlamentares americanos. O deputado Tom Kean Jr., republicano de Nova Jersey, permaneceu afastado por meses sem explicações antes de revelar diagnóstico de depressão. Similarmente, o senador Mitch McConnell foi hospitalizado semanas antes por razões não divulgadas.

Aliança com Trump e carreira política

Graham ficou amplamente conhecido nos últimos anos pela sua relação próxima com o presidente Donald Trump, apesar de haver concorrido contra ele pela indicação republicana à Presidência em 2016. Funcionava como um dos principais conselheiros presidenciais em temas de política externa. Trump expressou seu pesar nas redes sociais, descrevendo-o como "uma das melhores pessoas" e afirmando que "Lindsey fará muita falta".

A relação entre ambos começou conturbada. Graham chegou a qualificar Trump como "inapto para o cargo" e criticou-o duramente após comentários depreciativos sobre o ex-senador John McCain, colega e melhor amigo de Graham no Senado. Porém, após a vitória eleitoral de Trump em 2016, Graham modificou substancialmente sua postura, tornando-se um dos seus principais aliados políticos.

Atividade recente e política externa

Na semana anterior ao seu falecimento, Graham integrou uma delegação que visitou Kiev, capital da Ucrânia, anunciando um acordo para avançar em um pacote de maiores sanções dos EUA contra a Rússia. Estava agendado para participar do programa "Meet the Press" da NBC na manhã do domingo (12).

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky expressou-se "profundamente entristecido" com a morte, descrevendo-o como um "verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam o mundo mais seguro". Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, também lamentou o falecimento, qualificando-o como "um grande amigo de Israel" e afirmando que "Israel perdeu um de seus maiores amigos".

Trajetória de mais de três décadas

Graham construiu carreira de mais de trinta anos na política norte-americana. Iniciou sua trajetória em 1992 como deputado estadual após trabalhar como advogado. Nascido em família de classe média baixa na cidade de Central, Carolina do Sul, graduou-se em Direito antes de ingressar na vida pública.

Sua projeção nacional iniciou-se em 1999, quando integrou a comissão que aprovou o processo de impeachment do presidente Bill Clinton. Recentemente, presidiu a Comissão de Orçamento do Senado e participava da Comissão de Apropriações, Comissão Judiciária e Comissão de Meio Ambiente e Obras Públicas.

Reações da comunidade política

John Thune, líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, declarou que seu "coração está pesado" com a morte do colega, destacando a dedicação de Graham à Força Aérea e ao Congresso. Thune sublinhou que Graham foi "um defensor firme dos Estados Unidos e um forte aliado de países que valorizam a liberdade em todo o mundo".

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