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Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado, anuncia Bia Kicis

Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado, anuncia Bia Kicis
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Bia Kicis confirma que Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado

A deputada federal Bia Kicis (PL) confirmou no sábado que Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado pelo Distrito Federal. O anúncio de Michelle Bolsonaro candidata ao Senado foi feito durante o lançamento da pré-candidatura de Bia, um dia antes da convenção partidária que oficializaria os nomes dos postulantes. A declaração põe fim às especulações que cercavam a decisão da ex-primeira-dama nas últimas semanas.

Segundo Bia Kicis, Michelle Bolsonaro não compareceu ao evento porque acompanhava Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar em Brasília. A ex-primeira-dama precisava passar por avaliações médicas, o que impediu sua presença. Conforme relato da deputada, a esposa do ex-presidente teria solicitado que ela anunciasse publicamente a decisão.

O anúncio durante o evento de campanha

Ao fazer seu pronunciamento, Bia Kicis expresou-se com entusiasmo: "Michelle Bolsonaro anuncia que ela é, sim, pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Acabou a dúvida. Acabou o mistério". A frase marcou o encerramento de um período de indefinição sobre os planos políticos de Michelle Bolsonaro para o pleito eleitoral deste ano.

O timing do anúncio provou-se estratégico, já que ocorria na véspera da convenção do Partido Liberal, agendada para o domingo seguinte. Este é o momento previsto para a oficialização das candidaturas e consolidação das alianças políticas da legenda.

Prisão domiciliar e limitações na campanha

Michelle Bolsonaro e suas duas filhas residem em um condomínio de segurança reforçada em Brasília, onde Jair Bolsonaro cumpre sua prisão domiciliar. As restrições impostas à permanência do ex-presidente limitam também as atividades de sua esposa, que não pode participar de eventos de cunho político-partidário que envolvam visitas.

Na sexta-feira anterior ao anúncio de Bia Kicis, Michelle havia conversado com a imprensa informando que continuava dialogando com seu marido sobre a possibilidade de concorrer. Naquele momento, ela ressaltou que sua prioridade era cuidar de Bolsonaro e que pretendia anunciar sua decisão apenas durante a convenção do partido.

Palavras de Michelle sobre sua situação

"Conversando com meu marido ainda. Até porque eu estou limitada ainda, estou presa com meu marido e impossibilita de fazer campanha. Tudo que eu faço, gosto de fazer bem feito. Devo definir até amanhã. Devo me pronunciar na convenção. Mas tô cuidando dele. Prioridade, né, não tem ninguém. Não posso contar com ninguém nesse momento", declarou Michelle àquela época.

Suas palavras evidenciavam a tensão entre a possibilidade de se candidatar e as responsabilidades com o ex-presidente durante o período de prisão domiciliar. A ex-primeira-dama demonstrava consciência das dificuldades em manter uma campanha política enquanto permanecia ao lado do marido em sua residência.

Valdemar Costa Neto e a decisão final

O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, tinha afirmado anteriormente que a decisão sobre a candidatura de Michelle Bolsonaro seria tomada em conjunto entre ela e Jair Bolsonaro. Esta posição refletia a importância que o ex-presidente mantém nas estruturas de poder da legenda, mesmo durante seu afastamento forçado.

Na saída de um encontro com Michelle em uma confeitaria próxima ao condomínio da família, Valdemar declarou: "Se ela é candidata ao Senado, ela falou que vai resolver com o marido dela, porque tem que cuidar do marido. Ela vai decidir isso provavelmente até domingo". Ele ainda acrescentou: "Quem vai decidir é o Bolsonaro, se ela sai candidata ou não. Porque ela está lá com ele, cuidando dele, e ela tem esse problema pela frente. É muito difícil fazer campanha".

Restrições legais durante a prisão domiciliar

Jair Bolsonaro enfrenta proibições expressas em relação a recebimento de visitantes com propósitos político-eleitorais. Também lhe é vedado receber seu filho Flávio Bolsonaro, que se posiciona como pré-candidato à presidência da República. Estas limitações afetam diretamente a dinâmica familiar e política do ex-presidente durante sua permanência em confinamento residencial.

Alianças políticas no Distrito Federal

O Partido Liberal encaminha-se para oferecer apoio à campanha de reeleição da governadora atual, Celina Leão, vinculada ao Progressistas. Este posicionamento estratégico reflete as negociações e alianças que marcam o cenário político eleitoral na região.

A convenção distrital do PL, marcada para o domingo, apresentava-se como o momento de oficialização de todas as candidaturas, incluindo a confirmação anunciada por Bia Kicis sobre Michelle Bolsonaro ser candidata ao Senado. O evento consolidaria as estruturas partidárias para o processo eleitoral que se aproximava.

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